Senadores pedem 126 mil doses de vacina para a fronteira de MS, incluindo Coronel Sapucaia

Os senadores sul-mato-grossenses Nelsinho Trad (PSD), Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (PSL) com o ministro Marcelo Queiroga. - (Foto: Luís Carlos Campos Sales)

Em mais uma mobilização junto ao Ministério da Saúde, os senadores Nelsinho Trad (PSD), Simone Tebet (MDB) e Soraya Tronicke (PSL) tiveram uma nova audiência com o ministro Marcelo Queiroga. Os senadores representam a voz da bancada federal de Mato Grosso do Sul e pleiteiam agora a imunização de toda a população das cidades de fronteira junto ao Paraguai e Bolívia. Considerando os 13 municípios que fazem divisa direta com os países vizinhos ao longo de 1.578km, a cobertura vacinal, se 100% realizada, pode chegar a 367,5 mil pessoas. 

“Fizemos um apelo, da necessidade de uma atenção maior do ministério em função da situação da pandemia no nosso Estado. Apelamos por mais vacinas no sentido de amenizar a situação atual, que é o esgotamento de leitos”, destacou o senador Nelsinho Trad.  

Segundo Soraya Tronicke, foi criada uma expectativa sobre as 3 milhões de doses da vacina Janssen, com prazo de validade de 27 de junho, e que serão proporcionalmente divididas entre os estados. “Haverá uma parte excedente de 126 mil doses e que poderá ser acrescido as 38 mil doses já garantidas para Mato Grosso do Sul”, apontou a senadora. 

Mas a notícia mais aguardada, segundo Simone Tebet, é que além de liberar a reserva de contingência o ministério confirme novas doses para imunização das cidades de fronteira do Estado.  A senadora está otimista com Queiroga e disse que “ele sabe da situação, que é grave, e se colocou à disposição do Estado. Então, além das doses da vacina Janssen ele se dispôs e assumiu o compromisso de também liberar mais doses extras [não só da Janssen], mas também de incluir novas doses de vacina no Programa Nacional de Imunizações para o Estado, porque somos de fronteira e temos uma ‘população a mais’ por conta do Paraguai e Bolívia”. 

FRONTEIRA

Uma atenção especial está voltada para a questão de Mato Grosso do Sul ter sete cidades-gêmeas na fronteira com o Paraguai e a Bolívia (Bela Vista, Coronel Sapucaia, Corumbá, Mundo NovoParanhos, Porto Murtinho e Ponta Porã), onde o trânsito de pessoas entre os países vizinhos é mais intenso. As demais cidades de fronteira são Antônio João, Aral Moreira, Caracol, Japorã, Ladário e Sete Quedas

O senador Nelsinho Trad ressalta: “É importante você fechar a fronteira para fazer um bloqueio epidemiológico, de locais em que você não tem controle”.

Fonte: A Crítica de Campo Grande