Secretário de Saúde de MS anuncia nova caravana para atender população indígena

Geraldo Resende foi entrevistado no "Papo das Seis", do Bom Dia MS, desta sexta-feira (5) — Foto: Reprodução/TV Morena

Com o sucesso da edição da Caravana da Saúde voltada a oftalmologia realizada no Hospital Regional de Campo Grande, o secretário estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul, Geraldo Resende, anunciou nesta sexta-feira (5), no "Papo das Seis", do Bom Dia MS, a realização de uma nova edição, mas voltada a população indígena no sul do estado.

Na atual edição, que encerra a etapa de consultas nesta sexta-feira (5), realizando, entretanto, cirurgias até domingo, o secretário avaliou como um grande sucesso, com o atendimento ultrapassando todas as metas estabelecidas.

"Nós havíamos previsto 2 mil cirurgias e até quinta-feira (4) já fizemos mais de 3,6 mil. [...]Tínhamos a previsão de fazer em torno de 8 mil consultas e já tivemos mais de 10 mil, podendo chegar com as de hoje, a 11 mil ou 12 mil. Havíamos previsto ainda 24 mil exames e já temos 44 mil, podendo chegar a 48 mil".

Resende explicou que o governo optou por dedicar essa edição a oftalmológia em razão da demanda por cirurgias nessa área, e que com a grande procura, já cogita fazer um novo evento, para o mesmo segmento no segundo semestre deste ano ou no primeiro semestre de 2020.

A próxima edição, entretanto, conforme Resende vai atender um compromisso assumido pelo governador ainda durante sua campanha, a de promover uma Caravana da Saúde voltada especificamente para a população indígena.

Esse evento vai ser realizado em Dourados. "Essa Caravana vai oferecer atendimento oftalmológico e também outros tipos de serviços para atender a população indígena de Dourados e de toda a região. As demandas são muito grandes para vários procedimentos entre consultas e exames especializados".

Além dessa iniciativa, o secretário adiantou na entrevista que apresentará uma proposta ao governador Reinaldo Azambuja (PSDB), para promover mais caravanas setorizadas, como está de Campo Grande.

"Vamos enfrentar a questão da obesidade mórbida, de cirurgia bariátrica. Vamos incluir também as cirurgias de reconstrução do tráfego gastrointestinal, focando nas pessoas que usam bolsa de colostomia, os ostomizados. Temos a possibilidade de celebrar alguns contratos com instituições para atendermos as filas de cirurgias judicializadas. Estamos trabalhando intensamente para fazer um mutirão de cirurgias, especialmente as traumato ortopédicas, que são um gargalo".

Fonte: G1 - MS