Preço médio do ‘cafezinho’ subiu 75% no centro-oeste em 5 anos

Centro-oeste registrou maior aumento do cafezinho entre regiões do país, aponta pesquisa da Ticket — Foto: Mariane Rossi/G1

A xícara de café, o tradicional “cafezinho” ficou 75% mais caro no centro-este brasileiro nos últimos cinco anos. É o que aponta É o que aponta o levantamento da Ticket, marca pioneira no setor de benefícios de refeição e alimentação da Edenred Brasil, com base nos indicadores da Pesquisa +Valor.

Segundo a pesquisa da empresa, o preço médio pago pelo “cafezinho” na região passou de R$ 2,48 em 2014 para R$ 3,35 em 2018. O levantamento mostra que o aumento registrado no centro-oeste foi o maior entre todas as regiões do país. Em âmbito nacional, o aumento registrado foi de 42%, com o custo passando de R$ 2,39 para R$ 3,40.

O incremento no custo supera o registrado pelo preço médio da refeição, no mesmo intervalo. Isso porque, como commodity, o café tem seu valor ditado por cotação estabelecida pela Bolsa de Valores de Nova York, um ambiente volátil, que influencia a tarifa dos produtos tanto no mercado físico quanto no futuro. Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE evidencia a trajetória dos preços relativos à alimentos e serviços ao consumidor final e é o principal indicador para a taxa de inflação no país.

De acordo com o levantamento da Ticket, o gasto médio do trabalhador com o cafezinho supera em 40 pontos percentuais o reajuste sofrido pela refeição no período – que teve incremento de 35% - passando de R$ 26,09, em 2014, para R$ 35,16, em 2018.

A menor variação, no entanto, ocorreu no Nordeste, onde o incremento no custo foi de 35%, passando de R$ 2,62 para R$ 3,54. A variação é 14 p.p. maior que o reajuste aplicado ao preço médio da refeição, registrado em 21% - que passou de R$ 26,98 para R$ 32,66.

“A Pesquisa +Valor, realizada com mais de 4 mil estabelecimentos em todo o País para medir o preço médio da refeição fora do lar, visa oferecer subsídios às empresas para que possam avaliar o valor do benefício que oferecem a seus empregados, tornando-se uma ferramenta que pode contribuir para a introdução da nutrição equilibrada e de outros hábitos saudáveis no dia a dia dos trabalhadores”, avalia Felipe Gomes, Diretor-Geral da Ticket.

Fonte: G1 - MS