Operação contra exploração sexual infantil contabiliza 38 prisões

Foto: Reprodução/EnfoqueMS

A 6ª fase da Operação Luz na Infância, deflagrada hoje (18) para identificar autores de crimes de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes, contabiliza 38 prisões. São 94 mandados de busca sendo cumpridos por 579 agentes em 12 estados. Outros 18 mandados estão sendo cumpridos em quatro países: Colômbia, Estados Unidos, Paraguai e Panamá.

No Brasil, 14 prisões em flagrante foram feitas em São Paulo; nove em Santa Catarina; seis no Paraná; quatro em Mato Grosso do Sul; duas no Ceará e uma em cada um dos estados de Mato Grosso, Goiás e Rio Grande do Sul.

No MS, estão entre os presos, um bombeiro da reserva, um dentista, um servidor público estadual e um servidor público municipal. Cinco mandados foram cumpridos em quatro cidades do Estado.

O bombeiro da reserva de 53 anos, foi detido na sua casa no bairro Caiçara, na Capital. Ele tinha armazenado mais de 640 gigas de material pornográfico com crianças e adolescentes. Também foi preso um dentista de 41 anos, que na delegacia afirmou que não atendia crianças. Ele disse que há cinco anos baixava vídeos e fotos pornográficas com crianças e adolescentes.

Em Dourados foi preso um servidor público estadual de 58 anos e em Bonito, um servidor público municipal de 60 anos. Não há informações sobre o total de conteúdo armazenado por eles.

De acordo com o coordenador do Laboratório de Operações Cibernéticas da Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça, Alessandro Barreto, o perfil dos criminosos abrange "pessoas acima de qualquer suspeita", das "mais diversas classes sociais" e com idade que vai dos 17 a mais de 80 anos.

Segundo ele, é muito comum a ocorrência de pessoas reincidentes nessa prática criminosa. "Um dos presos de hoje já tinha, inclusive, mandado de prisão por abuso e exploração sexual". Ele disse também ser comum encontrar pessoas que produzem esse tipo de conteúdo.

"Em todas as fases [da Operação Luz da Infância] conseguimos prender abusadores e produtores. Nessa fase não será diferente. Certamente terá produtores e, nesse caso, a pena é ainda mais severa", informou.

Fonte: EnfoqueMS