Homem é preso por estuprar e engravidar menina de 11 anos: 'Pais sabiam de tudo', diz delegado

Segundo a polícia, suspeito e vítima vivem juntos desde 2018, em Ladário. A família sabia da situação e recebia acompanhamento psicossocial.

Um homem de 32 anos foi preso na tarde desta segunda-feira (18), em Corumbá, a 428 km de Campo Grande, suspeito de estuprar e engravidar uma menina de 11 anos de idade. De acordo com a polícia, a criança vive com o homem desde o ano de 2018 e a família estava ciente da situação.

O delegado responsável pelo caso, Rodrigo Blonkowski afirmou que casos semelhantes são comuns na região:


"Infelizmente nós registramos vários casos de abuso sexual envolvendo crianças em que a família tem consciência da situação. Neste caso, especificamente, os pais sabiam de tudo e a preocupação maior não era o bem-estar da adolescente, mas quem sustentaria o bebê", declara.


Segundo a polícia, um boletim de ocorrência por estupro de vulnerável foi registrado contra o suspeito no dia 14 de agosto de 2018. Após ouvir a vítima e testemunhas, o delegado representou pela prisão preventiva dois dias depois. Inicialmente, a prisão do suspeito foi negada pela Justiça após manifestação do Ministério Público Estadual, porém, o juiz estipulou medida cautelar para que o homem não se aproximasse da criança até o término do inquérito.

Segundo o delegado, o suspeito não respeitou essa medida e continuou vivendo com a criança. Ele foi visto na maternidade acompanhando a menina, hoje com 12 anos. Ele foi preso por descumprir a determinação judicial.

Um relatório de acompanhamento psicossocial do Centro de Referencia Especializado de Assistência Social (Creas) de Ladário, apontou que a família sabia da gravidez e da situação em que a criança vivia com o homem: "Desde o início a família foi orientada e acompanhada, mas mesmo diante disso, não houve qualquer alteração na realidade da menor".

O suspeito está detido, à disposição da Justiça e vai responder por estupro de vulnerável. De acordo com o delegado, os pais da menina serão ouvidos novamente e podem ser responsabilizados. A menina e a família estão recebendo acompanhamento do centro de assistência psicossocial da cidade.



G1