Cone Sul está com saldo positivo em geração de empregos, segundo Caged

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Diariamente são admitidos e demitidos trabalhadores em todo Brasil, seja pela abertura/fechamento de empresas, qualificação profissional, entre outros fatores. Neste ano, a pandemia do coronavírus (covid-19) também obrigou algumas empresas a reduzirem o quadro de funcionários em algumas áreas, mas apesar da crise o saldo ainda é positivo para o Cone Sul do MS, segundo o último levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego, por meio do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), referente ao mês de abril.

Os municípios de Amambai, Caarapó, Coronel Sapucaia, Eldorado, Iguatemi, Naviraí, Paranhos e Tacuru apresentaram saldo positivo entre as contratações e desligamentos de trabalhadores com carteira assinada. Um dos destaques foi para o município de Caarapó, que com 29 mil habitantes, registrou saldo positivo de 144, com 285 novas admissões e 141 desligamentos.

Naviraí, com 59 mil habitantes, registrou 431 novas admissões e 246 demissões, ficando com o saldo positivo de 185, um dos maiores destaques do Cone Sul.  Os demais municípios com resultados positivos apresentaram saldo de 1 a 15: Amambai (+1), Coronel Sapucaia (+3), Eldorado (+11), Iguatemi (+15), Paranhos (+7), Tacuru (+5).

Já cinco municípios apresentaram o número de demissões maior do que de contratações: Aral Moreira (-7), Itaquiraí (-19), Juti (-7), Mundo Novo (-19), Sete Quedas (-17) e Japorã (-9).

Em todo o Estado

A média geral no estado se mantém positiva de janeiro a abril. De acordo com análise feita pela Coordenadoria de Estatística da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), dentre os municípios do Estado, o que mais sofreu com a pandemia foi Campo Grande com perda de 3.150 empregos formais. Outros 58 dos municípios do Estado fecharam com saldo positivo em contratações, com destaque para Naviraí (576 novos empregos), Rio Brilhante (484 novos empregos) e Sonora (467 novos empregos) no acumulado de janeiro a abril de 2020.

Os setores que mais sofreram com a pandemia foram Comércio (2.644 vagas a menos), Alojamento e Alimentação (1.078 vagas a menos) e Indústria de Transformação (960 vagas a menos). O único setor onde houve novas contratações em abril foi Agropecuária (250 novas vagas).

“Existia uma perspectiva significativa de novas contratações para os meses de abril e maio, que não se consolidou por conta da Covid. Para reduzir esse impacto, um dos focos do governo está na manutenção da atividade econômica de setores ligados ao agronegócio e às indústrias que lidam com o mercado externo, atacadistas, supermercados e serviços essenciais, que têm preservado o emprego”, afirmou o secretário Jaime Verruck, da Semagro.

De acordo com o secretário, “a Covid terá um impacto significativo sob o ponto de vista de PIB, e um impacto diferenciado por setores. No comércio, tivemos um número de demissões significativo e o aumento da informalidade, pois muitos não eram empregados formais. O programa emergencial do governo federal, com a suspensão dos contratos e a redução da jornada de trabalho têm sido importantes”. (Com informações Marcelo Armôa – SEMAGRO)

Arte: Grupo A Gazeta

Fonte: Raquel Fernandes/ Grupo A Gazeta