Assaltante que foi morto pelo Choque tentava levar carro para Bolívia

Eryckson tinha passagens por tráfico de drogas, quando foi preso em 2014 com um Chevrolet Celta carregado de maconha na MS-289, região de Coronel Sapucaia.
Major Rigoberto em coletiva de imprensa, no Batalhão de Choque (Foto: Henrique Kawaminami)

Eryckson Catani da Silva, conhecido como Bolinho, de 31 anos, morto pelos policiais do Batalhão de Choque na manhã de sábado (dia 6) durante confronto, tentava levar para a Bolívia, país vizinho, o Volkswagen Gol, de cor branca, roubado de motorista de aplicativo.

Segundo o major Rigoberto Rocha, em coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira, possivelmente o automóvel seria vendido ou trocado por cocaína. Eryckson e dois comparsas, que não foram identificados, assaltaram um motorista de aplicativo, de 35 anos. "Ainda não sabemos qual foi a participação dele no crime", disse. O caso segue sob investigação da Polícia Civil para identificar os outros dois suspeitos.

Roubo - Conforme boletim de ocorrência, a vítima aceitou uma corrida entre os bairros Nhanhá e Maria Aparecida Pedrossian, mas foi surpreendida ao chegar no destino final pelos falsos passageiros. Após anunciarem o roubo, os ladrões ameaçaram o motorista de morte e o deixaram amarrado, na região do Parque dos Poderes. Com lesões nos braços e na perna, o homem conseguiu se soltar. Eryckson e os comparsas levaram o veículo Gol da vítima e diversos objetos.

Em buscas, policiais do Choque localizaram o carro na BR-262, entrada de Terenos, e durante abordagem, Eryckson, que estava sozinho, tentou fugir. De acordo com os policiais, ele passou a realizar manobras perigosas pela via e foi necessário realizar disparos para interromper a fuga.

Ainda de acordo com o Choque, Eryckson desembarcou do carro com arma em punho e atirou em direção aos militares, que revidaram. Ele foi atingido por disparos dos policiais, foi socorrido, mas não resistiu. Nenhum policial ficou ferido durante a ação.

Fichado - Eryckson tinha passagens por tráfico de drogas, quando foi preso em 2014 com um Chevrolet Celta carregado de maconha na MS-289, região de Coronel Sapucaia. Durante vistoria no carro, que tinha placas do Espírito Santo, a Polícia Militar encontrou 317 quilos da droga, conforme o site Portal 27.

Aos policiais, Erickson relatou à época, que ele e o colega, que também estava no carro, haviam sido contratados por um homem conhecido como “Terror” para serem batedores entre Coronel Sapucaia e Vitória. No momento da retirada do veículo, encontraram o Celta carregado com maconha e resolveram seguir com o serviço.

Fonte: Viviane Oliveira e Bruna Marques/ Campo Grande News