Iguatemi disponibiliza 208 vagas exclusivas para indígenas em cultivo de maçã no RS

Foto ilustrativa - Pixabay

Nesta semana, a Casa do Trabalhador do município de Iguatemi disponibiliza 208 vagas para trabalhadores indígenas atuarem temporariamente na cultura de maçã, em Vacaria (RS).

São duas empresas gaúchas que contratam temporariamente trabalhadores indígenas para atuarem no raleio das macieiras e oferecem registro em Carteira, alojamento e condução, com salário de R$1.278,20 e R$1.276,70 e produtividade. No próximo domingo (10) já está prevista saída de ônibus dos contratados com destino a cidade.

Os interessados devem se cadastrar na Casa do Trabalhador de Iguatemi com RG, CPF e Carteira de Trabalho à Av. Lindolfo Martins Farias, 1064 – Centro, de segunda a sexta, das 7h às 13h.

O raleio é uma das práticas mais antigas na cultura da macieira sem a qual não seria possível produzir frutos de qualidade. Quando muitos frutos se desenvolvem na planta simultaneamente, geralmente não adquirem adequado tamanho e qualidade no momento da colheita. Dessa forma, o raleio é necessário para ajustar o número de frutos na planta, de forma que os frutos restantes apresentem tamanho adequado à aceitação comercial.

A ocupação das vagas de trabalho nas lavouras das empresas da região Sul do país é resultado de uma parceria entre o Ministério Público do Trabalho (MPT), Comissão Permanente de Investigação e Fiscalização das Condições de Trabalho, Coletivo dos Trabalhadores Indígenas e a Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul (Funtrab).

As regras para a contratação da mão de obra indígena do MS pelas empresas foram definidas em audiência realizada no 25 de setembro deste ano na sede da Funtrab, em Campo Grande, sob a coordenação do procurador do Trabalho Jeferson Pereira. Na ocasião, participaram da reunião o diretor-presidente da Funtrab, Enelvo Felini, o coordenador da Comissão Permanente de Investigação e Fiscalização das Condições de Trabalho no Mato Grosso do Sul, Maucir Pauletti, e José Carlos Pacheco, presidente do Coletivo dos Trabalhadores Indígenas do Estado de MS, além de gerentes das Casas dos Trabalhador de Caarapó, Dourados, Miranda, Aquidauana e Sidrolândia e representantes das empresas contratantes.

Fonte: Cláudia Yuri, Fundação do Trabalho de MS